sexta-feira, 29 de agosto de 2008

MAGNUS, Robot Fighter



Magnus sempre foi um personagem que muito me fascinou... lía muito naquelas revistas de páginas esmaecidas da editora O CRUZEIRO, veja o diz by Martins:

MAGNUS-ROBOT FIGTHER by Martins*
* QUADRINHOS DE TODOS OS TEMPOS

“Nenhum robô pode fazer mal a um humano, ou permitir que um humano sofra qualquer injúria... esta é uma lei absoluta incluída nos circuitos de todos os robôs, e os homens de metal foram criados unicamente para auxiliar a raça humana em seus problemas. Entretanto, no ano 4000 D.C, em Nova América - a incrível cidade que cobre todas as áreas habitáveis do continente americano – esses criados perfeitos haviam se tornado senhores do homem, e apenas os incríveis poderes de MAGNUS poderiam salvar a raça humana!

Em novembro de 1962, mas com data de fevereiro de 1963, a Western Publising lançava MAGNUS-ROBOT FIGTHER, uma das mais belas séries de ficção científica criada pelo artista Russ Manning e o editor Chase Craig.

MAGNUS, desde bebê, foi criado e treinado pelo sábio robô 1A em um laboratório no fundo do mar. Já adulto, MAGNUS foi deixado em Nova América, para defender a humanidade, que, num mundo totalmente automatizado, tornara-se indolente e dependentes dos robôs que tudo faziam. Em suas aventuras, MAGNUS, tinha companhia da bela Leeja Clane, filha do Senador Clane. Juntos enfrentaram os mais diversos vilões, alguns humanos como Xyrkol e Mekman ( o robô humano), outros incríveis robôs conquistadores como H8, Nadmot, T1 ( o robô pensante), Sigma, Talpa e muitos outros.

Russ Manning desenhou magistralmente 21 histórias de MAGNUS, chegando a escrever algumas. MAGNUS foi um sucesso desde seu lançamento, porém, em fins de 1967, Rus Manning deixa de produzir o personagem, pois nesta época o artista já desenhava também Tarzan, Irmãos de Lança e Korak e, fixa-se definitavente em TARZAN.

MAGNUS-ROBOT FIGTHER foi publicado no Brasil, na década de 60 pela editora O Cruzeiro. Sem dúvida uma das grandes obras de quadrinhos de todos os tempos!”

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"DURANGO KID, só existe no cinema"?...



Alguém lembra das tardes, na TV? Passava Durango Kid, com Charles Starret... era em preto e branco... acho que era a TV lá de casa!

DURANGO KID by Martins*
*QUADRINHOS DE TODOS OS TEMPOS!

“Quando o assunto é história em quadrinhos os heróis que povoam a fantasia dos jovens leitores de hoje são os da Marvel, DC e, mais recentemente, da Image. Nada mais. Porém, as HQs já são publicadas há mais de um século e, nesse tempo, muitos e variados foram os personagens, autores e editoras que fizeram dos quadrinhos uma forma de arte – a LITERATURA DA IMAGEM.
Daqui por diante, neste espaço*, vamos abordar os mais diversos personagens das histórias em quadrinhos de todos os tempos – os antigos e os novos.


Vamos iniciar a sessão com um famoso cowboy mascarado mascarado do cinema e dos quadrinhos – THE DURANGO KID.


THE DURANGO KID surgiu originalmente no cinema, estrelado por Charles Starrett. O herói usava uma roupa toda preta e um lenço que lhe cobria a face, além se ser um exímio atirador e bom de briga. Em sua identidade secreta Steve Brand, um pacato cidadão. THE DURANGO KID se tornou, é claro, um grande sucesso.



Nas histórias em quadrinhos THE DURANGO KID estreou em outubro de 1949, pela editora Mangazine Enterprise-ME, com desenhos de Joe Certa, que algumas edições à frente contou com a arte final de John Belfi que emprestou maior qualidade gráfica aos seus desenhos.


Mais tarde, THE DURANGO KID, foi produzido por Fred Guardineer, um grande artista de quadrinhos daqueles bons tempos.


THE DURANGO KID de Guardineer foi publicado no Brasil na década de 50 pela EBAL.”

GREG SAUNDERS? Dono de restaurante? O Vigilante?




O VIGILANTE by Martins*

“Um motociclista tão atípico quanto marcante nos quadrinhos foi O VIGILANTE, cuja primeira aparição aconteceu em 1941. seu nome era Greg Saunders, um cantor de música country que percorria os Estados Unidos dando shows.

Quando surgia algum perigo, o trovador das pradarias se transformava no VIGILANTE, um típico cowboy armado de dois revólveres e com um lenço escondendo o nariz e a boca. A curiosidade ficava por conta de suas aparições urbanas, pois, se no campo ele surgia sobre um cavalo, nas cidades a sua montaria era uma moto impulsionada por potentes turbinas laterais. O VIGILANTE tinha como companheiro um jovem de nome Sardento. Em histórias mais recentes esse cowboy já apareceu em eventuras ao lado do Super Homem.


Ao contrário da maioria dos heróis, esse autêntico “Cavaleiro do Asfalto” envelheceu e, hoje, bem mais gordo, é dono de uma rede de restaurantes chamada GREG SAUDER ROUND-UP”


*Matéria extraída de QUADRINHOS DE TODOS OS TEMPOS by Martins


Este personagem, incomum, no meio dos super heróis, era sempre publicado como aventuras finais nas revistas da EBAL, no Brasil.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

HOMEN BONECO?!!



Doll Man
“Eisner: Doll Man foi criado por uma necessidade de mercado. Você sabe, as pessoas precisam de super-heróis. Precisam deles desde os tempos bíblicos. Criamos heróis para enfrentar os problemas com os quais não podemos lidar. O Super-Homem, por exemplo, foi criado durante a Segunda Guerra Mundial, quando Hitler dominava a Alemanha. Para nós, que estávamos na América, ele parecia uma força incontrolável. Então, a única coisa a fazer era criar um herói irresistível.”
Eisner, porém, já teve sua participação passageira neste valioso mundo de heróis. Em 1939 criou, por uma necessidade do mercado, o super herói Doll Man: “Você sabe, as pessoas precisam de super-heróis. Precisam deles desde os tempos bíblicos. Criamos heróis para enfrentar os problemas com os quais não podemos lidar. O Super-Homem, por exemplo, foi criado durante a Segunda Guerra Mundial, quando Hitler dominava a Alemanha. Para nós, que estávamos na América, ele parecia uma força incontrolável. Então, a única coisa a fazer era criar um herói irresistível.O único problema com os super-heróis, a razão pela qual não me interesso em trabalhar com eles, é que eles são unidimensionais. Eles não têm problemas reais. Torna-se difícil construir uma história. Afinal, histórias são construídas através da solução de problemas”. (III Festival de Humor e Quadrinhos de Pernambuco, Universo HQ, junho de 2001).

Quando conhecí este personagem, fique maravilhado... era pequeno - Pequeno Polegar, como ficou conhecido no Brasil... sempre me imaginava como seria ser pequeno e poder manter sua propria força, minha mente ululava de idéias, vajam abaixo:

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Doll man (traduzido como Homem Boneco, por vezes vertido para Pequeno Polegar no Brasil) é um super-herói fictício de quadrinhos, originalmente criado pela Quality Comics, e apropriado pela DC Comics. Ele é lembrado como um dos Combatentes da Liberdade.
Origem
O químico Darrell Dane auto testou uma fórmula para encolher seres vivos em 1939. Ele descobriu que podia manter sua força normal em tamanho pequeno. Ele usou suas habilidades para salvar sua noiva, Martha Roberts, de um homem chamado Falco, que a chantageava por uma falta passada. Devido a esse sucesso, Dane se tornou Doll man, um dos primeiros heróis uniformizados. Em 1942, Doll man respondeu ao apelo de Roosevelt e juntou-se ao All-Star Squadron. Posteriormente ele juntou-se aos Combatentes da Liberdade. Dane continuou a enfrentar o crime durante a Segunda Guerra e depois, encontrando inimigos como o Undertaker e Tom Thumb. Em 1951, Martha Roberts também bebeu a fórmula e tornou-se a Doll Girl. A despeito de ter reaparecido durante a invasão Apelaxiana da Terra durante Liga da Justiça Ano UM, e durante a Crise nas Infinitas Terras, Dane caiu na obscuridade. Suas atividades desde 1953 permanescem um mistério.
Poderes
Doll Man pode ficar com um oitavo de seu tamanho e manter sua força durante, mas só pode alternar entre o tamanho humano e total 1/8, não podendo atingir tamanhos intermediários. Sua forma diminuta permitia atacar furtivamente as vulnerabilidades dos oponentes. Na defensiva, era um alvo elusivo e facilmente encontrava uma cobertura de defesa e rotas de fuga.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Doll_Man"
Categorias: Era de Ouro All-Star Squadron Combatentes da Liberdade Heróis da DC Comics

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

BLACKHAWK - OS FALCÕES (No Brasil) Falcão Negro




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Para outros significados, ver Falcão Negro (desambiguação)

Falcão Negro é o nome de uma série mensal de HQ publicada inicialmente pela Quality Comics, a primeira companhia que um dia iria se tornar a DC Comics A série foi criada por Will Eisner, Chuck Cuidera (também conhecido como Charles Nicholas), e Bob Powell, mas o artista que é mais frequentemente associado com os personagens é Reed Crandall. O futuro artista da Liga da Justiça da América Dick Dillin o sucedeu durante a Década de 1950, continuando após a aquisição da série pela DC. Os Falcões Negros eram um pequeno grupo de aviadores da época da Segunda Guerra Mundial, sendo que os integrantes tinham diversas nacionalidades. Eles eram chamados de "Os Falcões" quando publicados pela Ebal nos anos 60.

Quality Comics foi uma editora norte-americana de história em quadrinhos que funcionou de 1939 a 1956, sendo uma influente força criativa na Era de Ouro dos Quadrinhos.
Entre os personagens da Quality estavam o Plastic Man (Homem-Borracha), Doll Man (Pequeno Polegar), Blackhawk (Falcão Negro), Phantom Lady (Lady Fantasma), Uncle Sam (Tio Sam), Black Condor (Condor Negro), Human Bomb (Bomba Humana), Torchy, Kid Eternity e Miss America, entre outros.

Em meados dos anos 50 o interesse nesse tipo de personagem diminuíu consideravelmente, e depois de um tempo tentando publicar outros gêneros como guerra, humor e terror, a companhia fechou as portas em dezembro de 1956. A maioria de seus direitos foram vendidos à DC Comics, que escolheu continuar com a publicação de somente uns poucos títulos, como Blackhawk e GI Combat.

Com o passar do tempo outros personagens da Quality seriam revividos, mas com exceção do Plastic Man (Homem Borracha), todos são usados como figuras secundárias no Universo DC.

sábado, 26 de julho de 2008

NOVAS POSTAGENS!!

Aguardem... em breve estaremos publicando trabalhos de R Martins, um estudioso de quadrinhos, com sucintos e comentários sobre estes maravilhosos personagens. Aguardem!

sábado, 21 de junho de 2008

TARZAN Termagani

Contribuição de Alexandre Ribeiro (Portugal)
(EUA, 1912 ; 1929 na BD)"TARZAN DOS MACACOS" - "O REI DA SELVA"(CONTINENTE AFRICANO - SÉCULO XX)







Nascido em 1912, fruto da imaginação e da inspiração do escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs (1875-1950), "Tarzan" é talvez o maior mito do século XX e a mais duradoura referência da moderna cultura popular, surgida do cruzamento do sonho com as técnicas de marketing. Com efeito, não será exagero considerar "Tarzan" o mais célebre herói de ficção do século passado, ultrapassando em popularidade outros heróis igualmente famosos, tais como "Tintin", "Astérix", "Rato Mickey", "Super Homem", "Flash Gordon", "Mandrake", "Fantasma", "Príncipe Valente", entre muitos outros.


"Tarzan" conseguiu, de facto, o feito extraordinário de estender o seu domínio a áreas tão diversificadas como a literatura, o cinema, a televisão, a rádio, a banda desenhada, os desenhos animados ou os jogos de vídeo. Ironicamente e de forma paradoxal, constata-se que se, por um lado, é ao cinema que a figura do "Rei da Selva" deve a sua fama universal e imortalidade, por outro lado, foi essa mesma "Sétima Arte" que mais distorceu o espírito inicial da criação do genial Edgar Rice Burroughs.Foi na edição de Outubro de 1912 da revista mensal "The All-Story" que começou a ser publicada uma espécie de fábula moderna intitulada "Tarzan of the Apes" ("Tarzan dos Macacos"), assinada pelo escritor Norman Bean, pseudónimo usado, inicialmente, por Edgar Rice Burroughs. Perante o êxito alcançado pela narrativa - que contava as atribulações e peripécias vividas pelo filho de um lorde inglês (Greystoke) que é educado por gorilas e chimpanzés na floresta equatorial africana - tanto o público leitor como o editor pediram a Burroughs que acrescentasse mais episódios e prolongasse as histórias por mais uns tempos.


A história de "Tarzan" inicia-se quando, na sequência de um naufrágio, o casal aristocrático inglês, Lord Greystoke, esposa e filho conseguem chegar a uma praia, na costa africana. Os seus pais morrem pouco tempo depois e deixam orfão o pequeno branco indefeso, que é recolhido e protegido por "Kala", uma grande fêmea gorila que o livra de uma morte certa. Criado no seio dos símios superiores na mais completa liberdade, o jovem "Tarzan" vai, progressivamente, adquirindo uma notável robustez e agilidade físicas e aprende, inclusivamente, a linguagem dos animais.


Mais tarde, "Tarzan" conhece uma rapariga chamada "Jane", que se torna a sua inseparável companheira de muitas aventuras pelos quatro cantos do planeta, penetrando em mundos fantásticos, como, por exemplo, quando descem ao centro da Terra ou visitam civilizações míticas perdidas na alvorada dos tempos.


Entretanto, "Tarzan" adquire um profundo sentido de humanidade e de justiça, pondo-se ao serviço dos indefesos e de causas nobres, combatendo tribos selvagens e homens brancos gananciosos e desonestos. Quando um dia, "Tarzan" descobre as suas próprias origens, regressa a Inglaterra e a Londres para uma curta estadia, mas rapidamente chega à conclusão de que o mundo dito civilizado e os costumes burgueses não são feitos para ele e decide, assim, regressar definitivamente à selva africana.Edgar Rice Burroughs destacou-se, sobretudo, pela sua inteligência intuitiva, possuindo uma grande inspiração criativa e imaginação, aliando a estas qualidades, um extraordinário dom de contar histórias e de criar climas de suspense. A África que utiliza para pano de fundo das suas narrativas e aventuras nada tem que ver com o continente real, pois trata-se de uma África "fantasma", "imaginária" e "irreal", habitada por povos estranhos, descendentes de antigos fenícios, romanos ou cruzados.


A aventura "The Return of Tarzan" ("O Regresso de Tarzan"), dada à estampa em 1913 e assinada já com o verdadeiro nome do autor, seguir-se-iam, em revista e em livro, até 1944 (seis anos antes da morte de Burroughs) mais algumas dezenas de títulos, num total de 43, incluindo romances e contos traduzidos para o mundo inteiro. A partir de 1918, as aventuras de "Tarzan" são adaptadas ao cinema, tendo sido produzidos, desde então e até hoje, cerca de 50 filmes deste herói, incluindo desenhos animados produzidos pela "Disney".


A adesão popular às histórias de Edgar Rice Burroughs foi de tal modo imediata que conduziu à exploração do herói em muitas e variadas direcções, entre as quais (a que nos interessa para o caso), a banda desenhada. Ao contrário do que se passou com o cinema, onde a transposição do espírito de Burroughs nunca foi totalmente conseguida, a banda desenhada só muito raramente se afastou do universo concebido pelo inventor de "Tarzan".
No início do ano de 1929, "Tarzan" passa também a ser adaptado para banda desenhada, aparecendo as suas aventuras oficialmente nos jornais diários americanos, distribuídos pelo "Metropolitan Newspaper Syndicate" (um ano mais tarde integrado no "United Features Syndicate"), sob a forma de tiras diárias assinadas por Harold Foster, um prestigiado publicitário reconvertido, entretanto, ao realismo figurativo da banda desenhada.
Harold Foster, o primeiro autor das tiras diárias, que aparecem pela primeira vez a 7 de Janeiro de 1929, desenha, assim, as 60 primeiras tiras, seguindo-se a este na série (que termina em 1973) os seguintes artistas: Rex Maxon (1929-36), William Juhré (1936-38), novamente Rex Maxon (1938-47), Burne Hogarth (1947), Dan Barry (1948-49), John Letti (1949), Paul Reinman (1949), Nicholas Viskardy (1950), Bob Lubbers (1950-54), John Celardo (1954-67) e Russ Manning (1967-73).Relativamente às "sunday pages" (páginas dominicais), surgidas pela primeira vez a 15 de Março de 1931, com a assinatura de Rex Maxon, obrigatórias, ainda hoje em dia, nos jornais americanos de domingo, estas foram desenhadas sucessivamente por Rex Maxon (1931), Harold Foster (1931-1937), Burne Hogarth (1937-1945), Reuben Moreira (1945-47), Burne Hogarth (1947-50), Bob Lubbers (1950-54), John Celardo (1954-68), Russ Manning (1968-79), Gil Kane (1979-81), Mike Grell (1981-83) e Gray Morrow (de 1983 até ao presente).







Tal como fará, a partir de Fevereiro de 1937, na ilustração das pranchas da série de banda desenhada "Prince Valiant", também nas pranchas de "Tarzan", Harold Foster faz a ilustração acompanhada com textos em rodapé que comentam e dirigem a narrativa, rejeitando os balões como forma de integração dos diálogos. A partir de 27 de Setembro de 1931, Foster assume a produção da série nos dois formatos, passando a encarregar-se também da página dominical a cores. A série passa, então, a ter um sentido criativo único, com o predomínio da dimensão pictórica sobre a componente narrativa.


Não obstante a marca de qualidade e de talento deixada, ao longo dos anos, pelos vários artistas que se ocuparam de "Tarzan", nomeadamente Harold Foster, deve-se destacar, por ser de inteira justiça, acima de todos, Burne Hogarth, por muitos considerado o mais famoso e o melhor ilustrador/desenhador de "Tarzan", tendo, inclusivamente, ficado conhecido, com todo o mérito, por "Miguel Ângelo da Banda Desenhada". Hogarth tornou-se ainda célebre pelas suas numerosas obras sobre a anatomia dinâmica do corpo humano, técnica e arte que ele estudou profundamente e que aplicou também no desenho de "Tarzan".


Burne Hogarth sucede precisamente a Harold Foster (que passa a dedicar-se, em exclusivo, a partir de Fevereiro de 1937, à sua famosa criação, o herói medieval "Prince Valiant") na ilustração das páginas dominicais de "Tarzan". Assim, a partir de 9 de Maio de 1937 e durante 13 anos (apenas interrompidos durante um período de pouco mais de 1 ano), Hogarth trabalha de uma forma entusiástica e apaixonada, conferindo a "Tarzan" um esplendor "barroco" nunca mais atingido depois dele, expondo o herói em poses anatómicas de grande plasticidade e dinamismo.


Russ Manning foi outro importante artista de banda desenhada que se ocupou da série "Tarzan" e foi, inclusivamente, de todos os autores, aquele que se manteve mais fiel ao espírito da obra de Edgar Rice Burroughs, tendo começado a desenhar "Tarzan" a partir do fim da década de 60, quer nas pranchas diárias, quer nas páginas dominicais.


Apesar de, desde 1929 até aos nossos dias, terem passado diversos autores e artistas pela série "Tarzan", nunca a figura do "Rei da Selva" foi tão exaltada e glorificada como pelo génio de três grandes mestres: Harold Foster, Burne Hogarth e Russ Manning. Na verdade, fica-se a dever, sobretudo, a estes três artistas norte-americanos uma das mais portentosas criações da banda desenhada mundial, que, além de dar outra dimensão ao mito criado por Edgar Rice Burroughs, renovou por completo a técnica, a estética e a temática das "histórias aos quadradinhos".